domingo, 13 de março de 2011

Dessa vida

(...) No mais não sou nada
Não tenho ambição
Nem beleza.

Nunca fui bamba
Nem realeza

Trago no bolso um cigarro amassado
No rosto uma expressão cansada
E na garganta um samba rasgado.

Hoje sinto diferente
Tudo é (des)gosto amargo
O ar de abril, o beijo febril
A língua de toda essa gente.

Um comentário:

Ela disse...

Vou levando na boca minha melodia amassada, que junto a teu samba rasgado ante a imperfeição dos atos, saiba ao menos tornar a expressão cansada num sorriso que acende o cigarro.

No mais, não sou ninguém, só uma intrometida, que se mete nos poemas alheios.

bjos